quarta-feira, 6 de março de 2019

ABERTURA DA CF 2019: PALAVRAS DO PAPA FRANCISCO



O Papa Francisco também este ano enviou uma mensagem por ocasião da abertura da Campanha da Fraternidade. Eis a íntegra da mensagem do Santo Padre:

Queridos irmãos e irmãs do Brasil!

Com o início da Quaresma, somos convidados a preparar-nos, através das práticas penitenciais do jejum, da esmola e da oração, para a celebração da vitória do Senhor Jesus sobre o pecado e a morte. Para inspirar, iluminar e integrar tais práticas como componentes de um caminho pessoal e comunitário em direção à Páscoa de Cristo, a Campanha da Fraternidade propõe aos cristãos brasileiros o horizonte das “políticas públicas”.
Muito embora aquilo que se entende por política pública seja primordialmente uma responsabilidade do Estado cuja finalidade é garantir o bem comum dos cidadãos, todas as pessoas e instituições devem se sentir protagonistas das iniciativas e ações que promovam «o conjunto das condições de vida social que permitem aos indivíduos, famílias e associações alcançar mais plena e facilmente a própria perfeição» (Gaudium et spes, 74).
Cientes disso, os cristãos - inspirados pelo lema desta Campanha da Fraternidade «Serás libertado pelo direito e pela justiça» (Is 1,28) e seguindo o exemplo do divino Mestre que “não veio para ser servido, mas para servir” (Mt 20,28) - devem buscar uma participação mais ativa na sociedade como forma concreta de amor ao próximo, que permita a construção de uma cultura fraterna baseada no direito e na justiça. De fato, como lembra o Documento de Aparecida, «são os leigos de nosso continente, conscientes de sua chamada à santidade em virtude de sua vocação batismal, os que têm de atuar à maneira de um fermento na massa para construir uma cidade temporal que esteja de acordo com o projeto de Deus» (n. 505).
De modo especial, àqueles que se dedicam formalmente à política - à que os Pontífices, a partir de Pio XII, se referiram como uma «nobre forma de caridade» (cf. Papa Francisco, Mensagem ao Congresso organizado pela CAL-CELAM, 1/XII/2017) – requer-se que vivam «com paixão o seu serviço aos povos, vibrando com as fibras íntimas do seu etos e da sua cultura, solidários com os seus sofrimentos e esperanças; políticos que anteponham o bem comum aos seus interesses privados, que não se deixem intimidar pelos grandes poderes financeiros e mediáticos, sendo competentes e pacientes face a problemas complexos, sendo abertos a ouvir e a aprender no diálogo democrático, conjugando a busca da justiça com a misericórdia e a reconciliação» (ibid.).
Refletindo e rezando as políticas públicas com a graça do Espírito Santo, faço votos, queridos irmãos e irmãs, que o caminho quaresmal deste ano, à luz das propostas da Campanha da Fraternidade, ajude todos os cristãos a terem os olhos e o coração abertos para que possam ver nos irmãos mais necessitados a “carne de Cristo” que espera «ser reconhecido, tocado e assistido cuidadosamente por nós» (Bula Misericórdia vultus, 15). Assim a força renovadora e transformadora da Ressurreição poderá alcançar a todos fazendo do Brasil uma nação mais fraterna e justa. E para lhes confirmar nesses propósitos, confiados na intercessão de Nossa Senhora Aparecida, de coração envio a todos e cada um a Bênção Apostólica, pedindo que nunca deixem de rezar por mim.


Vaticano, 11 de fevereiro de 2019.
[Franciscus PP.]

QUAL O SENTIDO DA QUARTA-FEIRA DE CINZAS?



Qual o sentido da Quarta-feira de Cinzas?

Texto: Canção Nova

A Quarta-feira de Cinzas marca o início da Quaresma.

A Quarta-feira de Cinzas foi instituída há muito tempo na Igreja; dia que marca o início da Quaresma, tempo de penitência e oração mais intensa. Para os antigos judeus, sentar-se sobre as cinzas já significava arrependimento dos pecados e volta para Deus. As cinzas bentas e colocadas sobre as nossas cabeças nos fazem lembrar que vamos morrer, que somos pó e ao pó da terra voltaremos (cf. Gn 3, 19), para que nosso corpo seja refeito por Deus de maneira gloriosa, para não mais perecer.
Qual é o sentido?
A intenção desse sacramental é levar-nos ao arrependimento dos pecados, marcando o início da Quaresma, é fazer-nos lembrar de que não podemos nos apegar a esta vida, achando que a felicidade plena possa ser construída aqui. É uma ilusão perigosa. A morada definitiva é o céu.

A maioria das pessoas, mesmo os cristãos, passa a vida lutando para “construir o Céu na Terra”. É um grande engano! Jamais construiremos o Céu na Terra, jamais a felicidade será perfeita no lugar que o pecado transformou num vale de lágrimas. Devemos, sim, lutar para deixar a vida na Terra cada vez melhor, mas sem a ilusão de que ficaremos sempre aqui.

Deus dispôs tudo de modo que nada fosse sem fim nesta vida. Qual seria o desígnio do Senhor nisso? A cada dia de nossa vida, temos de renovar uma série de procedimentos: dormir, tomar banho, alimentar-nos etc. Tudo é precário, nada é duradouro, tudo deve ser repetido todos os dias. A própria manutenção da vida depende do bater interminável do cora­ção e do respirar contínuo dos pulmões. Todo o organismo repete, sem cessar, suas operações para a vida se manter. Tudo é transitório, nada é eterno. Toda criança se tornará um dia adulta e, depois, idosa. Toda flor que se abre logo estará murcha; todo dia que nasce logo se esvai; e assim tudo passa, tudo é transi­tório.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

BRASÃO: NOSSO SÍMBOLO PAROQUIAL

Apresentação descritiva do brasão paroquial


Também chamado de “logotipo", o brasão é uma arte criada para representar simbolicamente  uma congregação ou instituição e faz-se imprescindível em nossa época.
No último domingo, 03 de fevereiro de 2019, o pe. Monsenhor Raimundo Brito apresentou o brasão de nossa paróquia que, após escolhida pela assembleia presente na missa do domingo anterior, foi aprovada pelo Bispo Diocesano D. João Kot, OMI.

RESUMO SIMBÓLICO HERÁLDICO


O brasão é composto por vários símbolos que revelam a história da igreja presente na vida da comunidade.
O ESCUDO, no formato espanhol, ibérico, português ou flamengo é dividido por uma CORDA que representa a devoção Mariana muito presente na grande procissão do Círio  de Nazaré em nossa paróquia, e do lado externo, os lírios nos lembram a pureza e a santidade de Maria. Na parte superior, a CRUZ episcopal processional marca a hierarquia eclesial e a presença de Cristo como cabeça da igreja.
Dentro do escudo, a BÍBLIA marca a presença de Deus no meio do povo, acompanhada pela letra M, símbolo de Maria e da sua maternidade espiritual. A letra “M" sustenta o travessão e a cruz que representa o mistério da redenção ou o Calvário.
O fundo azul e a imagem de nossa senhora Mãe da Igreja representa a padroeira de nossa paróquia.
Abaixo da corda está a fotografia da Igreja Matriz, simbolo da fé católica em nossa cidade.
O LISTEL abaixo do escudo, em amarelo, lembra a riqueza do ouro presente no distrito de Aurizona. A frase grafada trás o nome de nossa paróquia e da diocese: PAROQUIA NOSSA SENHORA MÃE DA IGREJA – DIOCESE DE ZÉ DOCA-MA.

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

PORQUE ACENDEMOS VELAS AOS MORTOS!?

No mês de novembro é comum encontrarmos o cemitério cheio de flores e velas. Em Godofredo Viana no dia de finados, no período da tarde, tradicionalmente vemos as pessoas passando para os cemitérios da cidade para acender velas e colocar flores nos túmulos de seus entes queridos.
Muitos já deixaram de lado essa tradição bonita de se ver. Muitos túmulos estão abandonados e sujos. Outros até perderam o local onde seus familiares foram enterrados.

Mas por que acender velas aos defuntos!?


A Igreja recomenda orações pelos fiéis defuntos. Não importa o lugar onde estamos, importa o nosso coração orante. Por tradição, desde o século I depois de Cristo, as pessoas  acendem velas na intenção de orar por aqueles que já morreram. A vela acesa é sinal de luz, presente na vida dos católicos desde o seu batismo quando recebem a vela acesa como sinal da luz de Cristo em sua vida.
Acender velas aos defuntos não é bíblico mas como diz o ditado: aquilo que não atrapalha, de alguma forma ajuda.

Seguir a tradição é preservar as raizes do evangelho. Deve ser seguida e repassada de pais para filhos. Rezar sempre será uma fonte de bênçãos. Por isso visite o túmulo de seu ente querido, reze, leve flores, recorde tempos bons que viveram juntos.

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Situação judicial da Fazenda sete estrelas em Cândido Mendes

NOTA DA DIOCESE DE ZÉ DOCA SOBRE A SITUAÇÃO EM CÂNDIDO MENDES
 
   O bispo da Diocese de Zé Doca publica nota com esclarecimento sobre a atual situação da Fazenda sete estrelas invadida em Cândido Mendes.
Leia abaixo na íntegra.

    Ao Povo de Deus da Diocese de Zé Doca e todas as pessoas de boa vontade.
   Venho através desta Nota Oficial expressar minha preocupação com os últimos acontecimentos e publicamente esclarecer as prováveis dúvidas sobre o assunto:

1. Desde o ano de 1985, a Diocese é proprietária da Fazenda Sítio do Pica-Pau Amarelo – Fazenda Sete Estrelas, o que é do conhecimento público (temos Escritura de Doação e outros documentos do terreno em mãos e a disposição da Justiça). 

2. No ano de 2015, sofremos a primeira invasão do terreno. No entanto, recuperamos a posse pela decisão judicial, no dia 14 de junho de 2015. Vale ressaltar que a Fazenda, já naquela época, era cercada e produtiva, tinha a criação de gado e os moradores que cuidavam dela.

3. Em abril de 2017, aconteceu a segunda invasão, desta vez mais organizada e provavelmente com apoio e incentivos de algumas lideranças políticas locais, inclusive com o uso de máquinas da administração pública. Foi feito o Boletim de Ocorrência e se iniciaram os procedimentos legais.  
  
4. Tentamos recuperar esta propriedade porque desde o ano de 2015, com a colaboração da Comunidade Católica dos Servos da Divina Misericórdia, a Diocese de Zé Doca pretendia abrir uma Casa de Acolhimento para os dependentes químicos, em Cândido Mendes (na declaração que enviei para as autoridades judiciais, no dia 17 de agosto de 2017, expliquei tudo com detalhes).  

5. Depois do registro do Boletim de Ocorrência, em julho de 2017, decidi que o Padre Raimundo Pereira de Almeida (Nato), o Pároco, não precisaria cuidar desta causa e nomeei, através de uma Procuração, outro Padre da Diocese para cuidar de todos os procedimentos legais. 
No Comunicado Episcopal, do dia 19 de outubro de 2018, confirmo mais uma vez – a Fazenda, segundo a Escritura é propriedade da Diocese, então a Diocese vai assumir e encabeçar as ações legais, com o Padre Paulo Ricardo Teixeira Marques como nosso representante legal e imediato. O Pároco local, o Padre Alvelino da Silva Santos, não fica responsável pela causa e pode livremente continuar suas atividades pastorais.  

6. Ao longo dos anos de 2017 e 2018 entramos com ações legais e ganhamos a causa. A última decisão do Juiz de Direito Titular da Comarca de Cândido Mendes, assinada em 12 de setembro de 2018, determina a desocupação das terras invadidas.     

7. Depois disso se intensificaram as ameaças contra o Padre Nato (através de bilhetes anônimos e recados enviados por terceiros), o que é lamentável e preocupante. Não há surpresas nisso, porque quem não tem argumentos legais e justos, sempre parte para a violência, ignorância e arbitrariedade.  Como Bispo Diocesano não posso ficar indiferente e preciso tomar decisões, por mais difíceis e dolorosas que fossem (tendo nas mãos o Boletim de Ocorrência sobre ameaças e relatos de pessoas idôneas). Neste momento agradeço a todos os Padres, que depois da consulta, aceitaram minha proposta de transferência, na tentativa de ajudar. Lamento que com isso algumas comunidades se sentiram prejudicadas e insatisfeitas, mas a situação exigiu que se tomassem decisões corajosas e rápidas.  

8. Ao Povo de Cândido Mendes, gostaria de lembrar que a Igreja Católica sempre fez o melhor possível pela comunidade local. Muitos Padres, Religiosos e Religiosas doaram suas vidas em prol do Povo e agora como somos tratados? Como a memória destes servos de Deus que viveram em Cândido Mendes é respeitada? Claro que não falo de todos os moradores do município, mas de todos os mal-intencionados.  

9. O argumento: os pobres de Cândido Mendes precisavam de terrenos para construir suas casas. Então, por que ninguém conversou conosco? As forças que manipulam estas ações abusivas usam as pessoas carentes para ganhar vantagens em cima do sofrimento alheio. Será que todos os que estão na invasão são sem-teto? E a resposta será dada pela própria comunidade candidomendense.

10. Nunca nos negamos a dialogar e ainda, apesar das injustiças, não fechamos as portas. Mas é difícil dialogar com quem usa a força e a mentira como argumentos. Nos últimos dias, estamos recebendo ajuda da Secretaria Estadual dos Direitos Humanos para mediar a retirada pacífica dos invasores. Também recebi na minha casa um vereador de Cândido Mendes, o Senhor Cleverson Pedro Sousa de Jesus (Sababa Filho) para tratar do mesmo assunto. Mas, já se passaram alguns dias e nenhum acordo formal foi assinado.

11. Nunca publicamente comentamos sobre os encaminhamentos, para simplesmente deixar a Justiça cumprir seu papel e os envolvidos perceberem os danos que provocam e buscarem uma solução legal e pacífica. Mas nada disso aconteceu. Parece-me que – por motivações pessoais, especulativas e políticas – os envolvidos tentam atrasar as execuções legais, fingindo o diálogo e continuando com sua conduta inescrupulosa que ignora as sentenças judiciais e legítimas.

12. Diante de tudo isso, depois de consultar os Padres envolvidos e outras autoridades competentes da Diocese de Zé Doca, decidi publicar esta Nota Oficial, na esperança de evitar maiores danos. Apelo para o bom senso e peço que a justiça seja feita, que os nossos direitos sejam reconhecidos e garantidos, para podermos com segurança continuar o diálogo (e somente na presença de um mediador legal e neutro). Também declaro que a Diocese de Zé Doca nunca pode ser responsabilizada pela falta de solução amigável da situação, porque nunca fez nada que incentivasse a violência ou retaliação. 

Continuo rezando pela solução pacífica do problema, por todos os envolvidos de ambas as partes e envio minha bênção.




Dom João Kot, OMI
Bispo Diocesano



Zé Doca, 30 de novembro de 2018 

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Círio de Nazaré: A fé que traz emoção em Godofredo Viana

Realizado no 3º domingo do mês de outubro, o Círio de Nazaré em Godofredo Viana completou 42 anos de festa e devoção.

Foi lindo e emocionante ver o povo na rua, segurando a corda e cantando à Virgem de Nazaré.
Neste domingo, 21 de outubro, a berlinda que saiu da capela de são Benedito no Bairro Monte Sião, percorreu as principais ruas da cidade acompanhada por cerca de 2 mil pessoas numa caminhada de fé, num espetáculo grandioso em homenagem a Nossa Senhora de Nazaré. Vindo de diversos lugares do Maranhão e Pará, os devotos e devotas, que por algum motivo deixaram a cidade natal, vem visitar os familiares e participar da festa na paróquia.
Percorrendo cerca de 3,6 quilômetros, a berlinda segue até a igreja Matriz de Nossa Senhora Mãe da Igreja no Centro da cidade. No percurso fieis fazem manifestações de fé, enfeitam suas casas e ruas com faixas e soltam fogos de artifícios em homenagem à Santa.
Além da procissão de domingo, a festa em devoção à Maria conta com a procissão das crianças, a romaria automotiva e  a transladação da imagem. Após a missa, o povo se reuni no salão paroquial, ao lado da igreja para a confraternização, onde é realizado leilão e o bingo de prêmios.
Por sua grandiosidade, a segunda-feira após o círio tornou-se feriado municipal aprovado pela câmara de vereadores.
Estiveram presentes na procissão os padres: Erenaldo da cidade de Zé Doca, Raimundo Nonato da cidade de Cândido Mendes, o recém ordenado Padre Henrique Baltazar e o padre de Godofredo viana,  monsenhor Raimundo Brito.
















domingo, 7 de outubro de 2018

Círio 2018: Peregrinações nas praias

Visita da Imagem Peregrina na zona praiana: São jorge, Boa Vista e Japó.

Segue nossa página no Facebook

Nos dias 04 e 05 de outubro, a imagem peregrina de Nossa Senhora de Nazaré, percorreu as comunidades das praias acompanhada do grupo de peregrinos que todos os anos participam desta missão.
De barco, cerca de 15 pessoas percorrem durante 2 horas até chegar na prais de são Jorge onde foram recebidos pelo professor Sergio Veloso que acolheu os peregrinos e a imagem da Virgem de Nazaré. A missa presidida pelo Pe. Raimundo Brito foi celebrada na praias vizinha, chamada de Boa Vista, cerca de 30 minutos de caminhada.
Na areia da praia, pés no chão, luz fornecida pelo motor a óleo, nossos irmãos praianos receberam com muita alegria o grupo missionário e mostraram sua devoção à Mãe de Jesus.
No dia seguinte, bem cedo, atravessaram para o outro lado do mar, num caminho estreito, maré baixa, até a praia do Japó onde foram acolhidos pela família de Dona Viroca e Seu Juarez. As 18:00, em procissão, vários moradores, cantaram e louvaram a Deus, agradecendo pelas graças recebidas pela intercessão de Nossa Senhora. chegando à capelinha de Santa Maria, pe. Raimundo Brito celebrou a Santa Missa motivando ainda mais aquela comunidade a permanecer firmes na fé e devoção a virgem Maria e prometeu voltar para realizar o sacramento do Batismo.
Entre louvores, fé e devoção, sobrou tempo para diversão e aventura na vida dos missionários....mas isso fica para a próxima matéria.
Segue as fotos...











PASCOM- Pastoral da Comunicação
Paróquia Nossa Senhora Mãe da Igreja
Godofredo Viana-Ma